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AWOONOR

© De João Batista do Lago

(“In Memorian” ao poeta ganês, Kofi Awoonor, que foi uma das vítimas do atentado provocado pelo grupo terrorista Al Shabaab, em Nairobi, no Quênia)

A primavera de Awoonor resta finda!

A miserável condição humana
da insensata urdidez islâmica, (e)
da ignomínia terrorista: Al Shabaab,
podaram a árvore de palavras-flores
que floria em terras de África.

As savanas de África nesta primavera
estão mais tristonhas!
Até mesmo as gramíneas rasteiras e os
pequenos arbustos
choram por saberem que lhes tiraram as palavras-flores.

Awoonor nada cantará nesta primavera!
Assaltaram-lhe a vida.

Que “Redescoberta” Awoonor provocará agora?
Que “Gana” surgirá com sua transmigração?
Que “leão” receberá o espírito deste guerreiro,
que tinha por arma apenas a emoção
e o prazer de transformar a palavra em canção?

Morro-me um pouco com Awoonor…
Como ele, sou também filho de África.
Como ele, também sou árvore de palavras-flores.
Como ele, minha arma também é a emoção.
Como ele, imagino transformar todas as guerras em canção.

Awoonor, meu irmão, segue tua nova redescoberta, (e)
não te preocupais com tua África, com as tuas Savanas,
pois elas não quedarão diante da miserável insensatez terrorista,
pois há de ser, o teu espírito, transmigrado para “leões-poetas”,
que hão de compor a mais linda ode a esta primavera que não vês…

A primavera de Awoonor resta finda!

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