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© DE João Batista do Lago

não me lamento da seara dos puros
sempre nascidos foram dos espermas sagrados
eternos cafajestes sós e enclausurados
na sacristia de carnes e verbos de impuros

não. não me lamento de ser homem
tampouco verme de ventres acariciados
moldados feitas hóstias que se consomem
de noites e dias varridos pelos ventos dos desgraçados

não me há nenhum lamento de o ser
venerado pelos torpes verbos vindos do sagrado
sem o lamento das dores do crucificado

não me fora então por sorte massacrado
choraria meus horrores na esquina dos idolatrados
onde igrejas me veneram em cânticos despudorados

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