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CRUCIFIXÃO

© DE João Batista do Lago

Lavo, pois, minhas mãos,
Ieshua Ha-Nozri.
Tu és o único culpado.
Tua muda palavra
Caluda no palco das
Crucificações não te liberam do
Veredito que me impões tomá-lo.

Aceito, pois, tua condenação eterna:
Teu algoz não o sou…
Teu algoz – o povo que hoje te adora e me condena! –
Deblatera orações nas igrejas dos miseráveis e
Libera, como loucos insaciáveis,
Suas dores em terços de rosários,
Onde cultivam pedaços de céus nas litanias dos falsários.

Em meu favor, apenas a água benta e santa!
Somente ela é sabedora da minha eterna dor:
Carrego nos ombros o peso de condenar-Te.
Mas preferiram-Te – a Ti – que ao ladrão…
Eu, sim, sou o crucificado, não o condenador.
E no dia do Teu retorno presta um favor a toda essa multidão:
Desfaz toda essa confusão sobre tua condenação.

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