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© DE João Batista do Lago

LXXVIII

Avara! Mulher sem pena… Sem piedade.
Por que negas tanto a este ser mendigo,
A mim, andarilho, eterno bordigo (e)
Que vivo às margens da tua vontade?

Por que me negas o que Deus proveu,
Em ti, por obra e graça da Sua bondade;
Enfim, por que me negas o amor teu?

Tua beleza – prodígio da natureza! –
É o barco da vida que pretendo guiar
Os teus encantos, águas que pretendo singrar…

Então, por que me negas, avara mulher;
Por que me impões tamanho castigo?
Não! Não quero a sina eterna do bordigo.
Quero ser leme… Singrar teu corpo-mulher.

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