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ESPERANÇA

(Para o poeta Manoel Andrade)

© by João Batista do Lago

Disse-me o Poeta:
– ainda não encontraste a porta da Esperança!

– De fato, Poeta, ainda não atravessei a porta!
E confesso-te, ó Mago das Palavras:
Sou deveras criança a caminho do Sol.
Não tenho pressa…

Nos meus umbrais, ó Poeta,
Ôntica é a Esperança, que se
Lança na eternidade do em-mim de si
Sendo não Ser para sempre Ser.

Não tenho dúvidas, contudo, há-de a
Esperança um dia tornar-se presença…

Estrela que se fixará no céu da eternidade,
Donde, como Zeus, amarei a humanidade!
Donde, como Dionísio, sorverei do vinho da sanidade!
Donde, como Apolo, iluminarei toda dignidade!
Donde, como Deus, serei eu-em-si por toda eternidade!
__________

Curitiba (PR), 06/dez/2007.
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