Arquivos para 'Anomia' Categoria
Escrito por joaopoetadobrasil em Fevereiro 22, 2008
Poema Louco
© DE João Batista do Lago
Durante todo esse tempo
tenho procurado alcançar
um não-sei-quê de divinal
tenho andado atarefado
tropeçando nos meus ais
acordes da canção de uma só nota
venho dos velhos mundos
sem nunca saber do novo
sou filho do moderno
sem a essência do passado
Sou cigano
vagabundo deste mundo
inconfesso
de mim nada sei
nem se sorri
nem se chorei
apelei ao meu sacrário
nele ser guardado
tornei-me mostruário
dessa vida miserável
agora meus velhos ontens
choram a insensatez de meus hojes
Já não existem cristais
que possam quebrar meus olhares
já os feriram tanto
nas sextavadas noites de luares
de negras nuvens
nem mesmo sonhos brilham
diante do meu pranto
Se vago tanto
Inexistente
oro como vagabundo penitente
tento encontrar o inascido
do que só em mim se há gerado
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Escrito por joaopoetadobrasil em Janeiro 15, 2008
EU E O TEMPO
© De João Batista do Lago
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Escrito por joaopoetadobrasil em Outubro 3, 2007

ANOMIA
Por João Batista do Lago
Perambula pela tonta cidade
O exército dos deserdados
Há muito condenado
Perdido e desgraçado da sorte
Anômico mendiga uma naca de felicidade
Esses soldados da infeliz cidade
Não conseguem essa guerra vencer
E assim desesperam dia-a-dia no viver
Vêem dia-a-dia a esperança morrer
Sem trabalho si morrem em cada alvorecer
E a cidade… Infeliz cidade!
Anônima de toda felicidade
Enfileira sua miséria encantada
E transforma a vida dos deserdados
Em campo de concentração de miseráveis
Ah, povo dos trabalhadores!
Povo deserdado.
Povo condenado.
Povo vexado.
Povo marcado.
Não esperem que o céu resolva suas dores
Essa divinal esperança só aumenta seus horrores
Isso não é destino de Deus: é do homem a miserável economia!
Que encerra todas as gentes no inferno da anomia
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Crédito da Ilustração (foto): http://www.doispontos.art.br/admin/objeto/imagens/20070518110727.jpg
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