PRIMAVERAS
© de João Batista do Lago
Há primaveras sem paixão onde o amor é solitário
Escondido sob nuvens escondidas sob rochas de cimento
Sob um azul cinzento e verticalizado chovendo rosas e flores incolores
Sem o ungüento das abelhas sem beijos para distribuir a fração da gera
Nestas primaveras surgem do nada o canto maior dos amores
Enquanto flores e pássaros se aninham sob um sol de nuvens torrenciais
Dançando sobre os telhados a valsa dos amores agora ansiados
Sob os olhares espantados dos que não aprenderam a amar
Nestes dias de primavera há um homem querendo amar
Assim como o vento ama ao espaço: infinitamente!
Sem a presunção de querer ser mais que o próprio de si: simplesmente amor!
Nestes dias de primavera um navegante solitário enfrenta suas tormentas
Num mar de lutas onde suas sereias teimam em não vê-lo (e)
Nadam rumo ao desconhecido imenso trapaceiro destino solitário


Publicado em 28 28UTC outubro 28UTC 2011
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