DORMENTES
© DE João Batista do Lago
Dormem todos os cantos
Parados nas gargantas dos homens
Agora assassinados e inertes
Sobre o ventre da terra santa…
Dormem como crianças
Inascidas dos ventres sãos
Antes mortos de nascedouros
Onde fontes jorram virtudes vãs …
Dormem todos os silêncios algozes
Diante da cruz de cantares santos
Divagados entre almas penadas
Onde choros clamam por direitos…
Dormem assim todos os homens santos
Frascos vazios de perfumes vãos
Cantadores de silêncios fúteis
Gerados nas almas de vilanias santas…
E quando acordares do encanto pueril
Verás que teu canto é o silêncio do teu nada
Gerado na carne viva da tua festa
Onde músicos solfejam notas sem compasso
São Luis (MA)
25/05/2009
