Escrito por joaopoetadobrasil em Março 23, 2008
Compreendidade
© DE João Batista do Lago
Disse-o a todos um dia na eterna juventude
Quanto e tanto amo-te pela vida afora
Entretanto, tu, jamais a saberias
Fostes só silêncio! Não sei o que dizer agora
Amo-te, assim… Assim, eternamente
Amo-te por toda vida só em mim
Jamais pude ter-te junto ao peito solenemente
Falar-te do fogo que me queima a alma em paixão
Ebulição tamanha rasgando as veias das minhas emoções
Dilacerados os meus pensares estão
Agora, passado tanto e quanto tempo
Vejo: resta-me de tanto amor apenas solidão
Mas se pudesse dizer-te agora o quanto a amo
Faria deste meu ocaso uma eterna declaração
Diria: sou mais leve agora nesta juventude de ancião
Sou-o mais sábio silenciosamente em mim
Compreendo, pois, o teu eterno silêncio
Mar revolto que me banha o ser sem tormento
Sou-o eterno na eternidade do silêncio do tempo
Compreendido desde a primeira paixão ao último amor
Sou-o, sim, a compreensão do silêncio por toda vida só em mim
__________
Curitiba/2008
Enviado em Categoria Padrão | Nenhum comentário »
Escrito por joaopoetadobrasil em Março 22, 2008
OUTONAL© DE João Batista do Lago
As minhas folhas caducas
Começam a desfolhar-me
É chegada a hora de virar planta seca
Preciso desnudar-me
Amarelar-me
Avermelhar-me
Tenho que fechar os poros
Das poucas folhas que se me teimam ornar
Desambiguado na nordestinação
Tornar-me seco feito chão rachado
Ainda que a morte seja meu presente
Preciso reter nas minhas entranhas
Sustentar nas minhas raízes - e na minha mente -
A água da vida que, totalmente,
Gerará no futuro novas primaveras
Que se há de transformarem em novos frutos…
E novas sementes
Preciso desfolhar-me
Dessas folhas verdes, caducas
Promover o mimetismo do meu ser
Só assim poderei sobreviver nesta selva de pedras
Onde não há árvores floridas - e nem Homens! -
Onde a falta de oxigenação me perecerá
De toda água da vida
De toda primavera florida
__________
Curitiba - Paraná - Brasil
20 de março de 2008
Enviado em APCA, Academia Brasileira de Letras, Academia Maranhense de Letras, Academia Virtual Brasileira de Letras, América Latina, Angola, Antologia, Antropogênese, Antropologia, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Aufklarung, Bachelard, Baudelaire, Biblioteca Nacional, Biblioteca Virtual de Educação, Bibliotecas, Bienal do Livro, Brasil, Brazil, Crítica, Crítica Literária, Crítica da Arte, Críticos, Cultura, Curitiba, Dialética do Esclarecimento, Editoras, Escola de Frankfurt, Escritores, Estética, Eu, Eu e o Tempo, Filosofia, Filosofia da Arte, Fundação Biblioteca Nacional, Google, INL, ISBN, ISMN, ISSN, Instante, Instinto, Instituto Nacional do Livro, Literatura Brasileira, Literatura Itapecuruense, Literatura Maranhense, LuluPress, Ministério da Cultura, Modernismo, Multiply, Neomodernismo, Poluição, Primaveris, Real Visceralismo, Realismo, Realismo Fantástico, Ser, Ser Poeta, Simbolismo, Sociologia, Sujeito, Surrealismo, São Luis, São Luis do Maranhão, Teoria da Arte, Terra, Virtualismo, Visceralismo, literatura, poema, poesia, soneto, surracionalismo | Nenhum comentário »