OBLATAS
© De João Batista do Lago
Sinto deste Natal apenas o gosto amargo do fel
Não vejo nenhuma escritura que fale dessa obsessão
Não há literatura que relate tamanha vergonha
Dessa criatura louvada pela torpeza dos homens
Que buscam uma vez mais a desrazão da riqueza
Na perene sutileza de louvar o Filho do Deus
Possivelmente não terei nenhuma razão
Para contrariar os senhores donos do mundo
Que fazem festa para obrar toda dominação
Que do engodo do mercado fazem uma só oração
Razão suprema dum povo deserdado
Fiéis professos da procissão dos adestrados
Sou de todos assim louco defenestrado
Mago não guiado pela estrela do consumo
Indigno de viver num mundo administrado
Lixo na festa do menino-deus-mercado
Que a todos vê como oradores encantados
Fiéis oblatos da religião dos engalanados
Arquivado em: Sem categoria | Etiquetado: poesia, poema, surracionalismo, soneto, maranhão, Itapecuru, Brasil, Literatura Maranhense, Literatura Brasileira, Brazil, Portugal, França, Inglaterra, América Latina, Alemanha, Itália, Japão, México, Russia, Filosofia, Sociologia, Chile, Cuba, Escola de Frankfurt, Espanha, Estados Unidos da América, Joao Batista do Lago, Paraná, São Luis do Maranhão, Venezuela, Visceralismo, Angola, Aufklarung, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Literatura Itapecuruense, Moçambique, São Luis, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Argentina, Blog, Editoras, Escritores, Google, Livros, Modernismo, Multiply, Ontologia, Realismo, Simbolismo, Sites, Surrealismo, Terra, Video, Agora, Aqui, Aqui Agora, Bachelard, Espaço, Gaston Bachelard, Instante, Instinto, Instinto do Instante, Poética do Espaço, Real Visceralismo, Antologia, Jornal da Poesia, Neomodernismo, PUC, UFMA, UFPR, UFRJ, UnB, Colunão, YouTube, Crítica, Crítica da Arte, Crítica Literária, Filosofia da Arte, Letras, LuluPress, Alma, Espírito, Espírito Científico, Curitiba, Dialética, Dialética do Esclarecimento, EUA, Grécia, Mito, Mitologia, Realismo Fantástico, Bibliotecas, Biblioteca Nacional, Biblioteca Virtual de Educação, Críticos, Fundação Biblioteca Nacional, Instituto Nacional do Livro, INL, ISBN, ISMN, ISSN, Ministério da Cultura, PLANO, PLANOR, PROLER, Cultura, A hora do Ângelus, A quimera..., Alienação, Alienatório, Alma Vadia, Amor Animal, Andrógeno, Anomia, Antropogênese, Apostasia, Asas de pássaro, Autocídio, Autocompreensão, Áporo, Brasília, Caminhante, Canção do Regresso, Carcereiro, Choro da madrugada, Congenial, Contradições, Coro, Cumplicidade, Davos, Daymon, Descaminho, Desconexo, Deserto, Deus-me, Diálogo de Athenas, Ecce Homo, Elemento, Enigmia, Epitáfio, Equus est, Esse Homem, Esta Mulher, Estética, Estrangeiro, Eterna Paixão, Eu, Eunomia, Fera Encurralada, Fiéis, Fotografia, Gênese, Guarnecimento, Hedonismo, Homo, Ideograma, IndigNação, Insight, Libertação, Loucura, Maravilhismo, Mercadoria, Modelo, Nômade, Negação, Nolontade, Cio, Corvo, Pomba, Quarto, Sujeito, Ode, Onirismo, Orfandade, Palavreiro, Poluição, Primaveris, Profecia, Sapiência, Ser, Solipsismo, Tormentas, Ubiqüidade, Urubu-rei, Vaca Sagrada, Vazio, Viajor, Vulcão, Academia Virtual Brasileira de Letras, E-Books, Virtualismo, Antropologia, APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Bienal do Livro, Oblata

Lindo poema. De fato, o consumo desenfreado tornou-se, há muito, a razão central do Natal. Pessoas se amassam nos ’shoppings centers’, endividam-se, desgastam-se, para comprar e comprar e comprar,… esquecendo-se que o objetivo dessa festa é a maior confraternização, o que pode ser feito de modo livre, sem que, para isso, tenha o homem que ser escravo das regras impostas pelo mercado.
FELIZ
(André L. Soares)
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De hoje até sempre,
fica estabelecido:
todos os corações serão puros,…
tão abertos e francos
quantos os sorrisos;
a partir de então,
pela graça
de um presente Divino,
só haverá manhãs de sol
e todos os dias
serão ‘domingo’!
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João Batista,… muito obrigado por caminhar esse ano ao meu lado.
Feliz Natal e próspero Ano Novo!
André L. Soares
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