ESSAS NOITES…
© De João Batista do Lago
Sinto que minhas noites já se transformaram em dias!
Dias negros como os dias dos mortais,
dias infecundos, restos dos dias dos sinais
que vêm da mais profunda eternidade;
dias onde se plantam e condensam as maldades
plantadas nos corações dos homens.
Não! Afastem-se de mim essas noites-dias!
Não as quero por mais belas que se me apareçam
essas noites. Que se percam nos seus dias claros.
Quero-as como dantes
- não como os delírios de Dante –, mas
dionisíacas, donde nas minhas bacantes
Themis reinava em toda sua supremacia
e depois me deitava em sua cama macia,
onde me acariciava e me amava.
E de onde eu acordava qual Vesúvio:
explodindo vida por todos os poros
depois de amá-la como um gigante.
Arquivado em: Essas noites... | Etiquetado: poesia, poema, surracionalismo, soneto, maranhão, Itapecuru, Brasil, Literatura Maranhense, Literatura Brasileira, Brazil, Portugal, França, Inglaterra, América Latina, Alemanha, Itália, Japão, México, Russia, Filosofia, Sociologia, Chile, Cuba, Escola de Frankfurt, Espanha, Estados Unidos da América, Joao Batista do Lago, Paraná, São Luis do Maranhão, Venezuela, Visceralismo, Angola, Aufklarung, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Literatura Itapecuruense, Moçambique, São Luis, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Argentina, Blog, Editoras, Escritores, Google, Livros, Modernismo, Multiply, Ontologia, Realismo, Simbolismo, Sites, Surrealismo, Terra, Video, Agora, Aqui, Aqui Agora, Bachelard, Espaço, Gaston Bachelard, Instante, Instinto, Instinto do Instante, Poética do Espaço, Real Visceralismo, Antologia, Jornal da Poesia, Neomodernismo, PUC, UFMA, UFPR, UFRJ, UnB, Colunão, YouTube, Crítica, Crítica da Arte, Crítica Literária, Filosofia da Arte, Letras, LuluPress, Alma, Espírito, Espírito Científico, Curitiba, Dialética, Dialética do Esclarecimento, EUA, Grécia, Mito, Mitologia, Realismo Fantástico, Bibliotecas, Biblioteca Nacional, Biblioteca Virtual de Educação, Críticos, Fundação Biblioteca Nacional, Instituto Nacional do Livro, INL, ISBN, ISMN, ISSN, Ministério da Cultura, PLANO, PLANOR, PROLER, Cultura, A hora do Ângelus, A quimera..., Alienação, Alienatório, Alma Vadia, Amor Animal, Andrógeno, Anomia, Antropogênese, Apostasia, Asas de pássaro, Autocídio, Autocompreensão, Áporo, Brasília, Caminhante, Canção do Regresso, Carcereiro, Choro da madrugada, Congenial, Contradições, Coro, Cumplicidade, Davos, Daymon, Descaminho, Desconexo, Deserto, Deus-me, Diálogo de Athenas, Ecce Homo, Elemento, Enigmia, Epitáfio, Equus est, Esse Homem, Esta Mulher, Estética, Estrangeiro, Eterna Paixão, Eu, Eunomia, Fera Encurralada, Fiéis, Fotografia, Gênese, Guarnecimento, Hedonismo, Homo, Ideograma, IndigNação, Insight, Libertação, Loucura, Maravilhismo, Mercadoria, Modelo, Nômade, Negação, Nolontade, Cio, Corvo, Pomba, Quarto, Sujeito, Ode, Onirismo, Orfandade, Palavreiro, Poluição, Primaveris, Profecia, Sapiência, Ser, Solipsismo, Tormentas, Ubiqüidade, Urubu-rei, Vaca Sagrada, Vazio, Viajor, Vulcão, Academia Virtual Brasileira de Letras, E-Books, Virtualismo, Antropologia, APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte, Bienal do Livro

Mais um lindo poema de nosso ‘Poeta do Brasil’. Alcunha merecida. Grande abraço, Poeta!