Posted on Novembro 17, 2007. Filed under: Quem é esse cidadão? | Tags: poesia, poema, surracionalismo, soneto, maranhão, Itapecuru, Brasil, Literatura Maranhense, Literatura Brasileira, Brazil, Portugal, França, Inglaterra, América Latina, Alemanha, Itália, Japão, México, Russia, Filosofia, Sociologia, Academia Maranhense de Letras, Academia Brasileira de Letras, Chile, Cuba, Escola de Frankfurt, Espanha, Estados Unidos da América, Joao Batista do Lago, Paraná, São Luis do Maranhão, Venezuela, Visceralismo, Angola, Aufklarung, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Literatura Itapecuruense, Moçambique, São Luis, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Argentina, Blog, Editoras, Escritores, Google, Livros, Modernismo, Multiply, Ontologia, Realismo, Simbolismo, Sites, Surrealismo, Terra, Video, Agora, Aqui, Aqui Agora, Bachelard, Espaço, Gaston Bachelard, Instante, Instinto, Instinto do Instante, Poética do Espaço, Real Visceralismo, Antologia, Jornal da Poesia, Neomodernismo, PUC, UFMA, UFPR, UFRJ, UnB, Colunão, YouTube, Crítica, Crítica da Arte, Crítica Literária, Filosofia da Arte, Letras, LuluPress, Alma, Espírito, Espírito Científico, Curitiba, Dialética, Dialética do Esclarecimento, EUA, Grécia, Mito, Mitologia, Realismo Fantástico, Bibliotecas, Biblioteca Nacional, Biblioteca Virtual de Educação, Críticos, Fundação Biblioteca Nacional, Instituto Nacional do Livro, INL, ISBN, ISMN, ISSN, Ministério da Cultura, PLANO, PLANOR, PROLER, Cultura, A hora do Ângelus, A quimera..., Alienação, Alienatório, Alma Vadia, Amor Animal, Andrógeno, Anomia, Antropogênese, Apostasia, Asas de pássaro, Autocídio, Autocompreensão, Áporo, Brasília, Caminhante, Canção do Regresso, Carcereiro, Choro da madrugada, Congenial, Contradições, Coro, Cumplicidade, Davos, Daymon, Descaminho, Desconexo, Deserto, Deus-me, Diálogo de Athenas, Ecce Homo, Elemento, Enigmia, Epitáfio, Equus est, Esse Homem, Esta Mulher, Estética, Estrangeiro, Eterna Paixão, Eu, Eunomia, Fera Encurralada, Fiéis, Fotografia, Gênese, Guarnecimento, Hedonismo, Homo, Ideograma, IndigNação, Insight, Libertação, Loucura, Maravilhismo, Mercadoria, Modelo, Nômade, Negação, Nolontade, Cio, Corvo, Pomba, Quarto, Sujeito, Ode, Onirismo, Orfandade, Palavreiro, Poluição, Primaveris, Profecia, Sapiência, Ser, Solipsismo, Tormentas, Ubiqüidade, Urubu-rei, Vaca Sagrada, Vazio, Viajor, Vulcão, Academia Virtual Brasileira de Letras, E-Books, Virtualismo |
QUEM É ESSE CIDADÃO?
(Para Roberto Requião, Governador do Estado do Paraná)
© by João Batista do Lago *
Quem é esse guerreiro, que
Deblatera o tempo inteiro, que
Briga, que sofre, que se indigna, que
Reverbera a dor do povo brasileiro?
Donde veio esse cidadão, que
Fala do povo com paixão, que
Deseja ‘inda hoje a revolução, que
Briga contra a corrupção?
Quem é esse “sujeito”, que
Busca estabelecer o Direito, que
Traz no esquerdo peito toda
Utopia de ver o povo, um dia, “Sujeito”?
Quem é esse homem “truculento”, que
Persegue a Virtude como alento, que
Medo não tem de ir contra o vento, que
Chora seu povo há todo momento?
Quem é esse cobrador da Justiça, que
Grita contra a insensatez postiça que
Rege nos tribunais da injustiça, que
Fere de espada a impura Lei castiça?
Quem é esse guerreiro solitário, que
Traz no verbo o discurso libertário, que
Insiste desafiar os salafrários, que
Defende o dilapidado público erário?
Quem é esse ser político, que
Tenta romper o capital monolítico, que
Imagina seu povo sujeito crítico, que
Sonha seu país sem o consumo paralítico?
Quem? Quem? Quem é esse cidadão?
- Siga a voz do coração se pretendes a razão!
Não há outro que não seja você, meu irmão;
Outro não há que não seja um Requião.
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* João Batista do Lago é jornalista, poeta, escritor, pensador empiricista e pesquisador.
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