© 2007 Joao Poeta do Brasil

João Batista do Lago

  • LICENÇA

  • Lulu.com - Livros

    compra este book en Lulu.
  • Livros - Poesia

    Nova página 1
     

    EU, PESCADOR DE ILUSÕES (book)

    EU, PESCADOR DE ILUSÕES

    "(...) ao arregaçar as últimas páginas do livro – EU, PESCADOR DE ILUSÕES - chego à conclusão incomum: só escreve tais versos quem tem asas de homem–pássaro" - Mhário Lincoln é jornalista e advogado. "Esta obra é fruto de uma mente genial e brilhante e que demonstra ser amante do saber. É uma obra plena de ideais nobres e humanitários, que fecundam não na mente de um jovem inexperiente e ingênuo, mas ao contrário, na mente de um “ancião”, que fluiu existencialmente na história por vários momentos antagônicos." - Johannes de Silentio é Téólogo. "Sua sensibilidade reconhece ambigüidades e inseguranças da nossa atual temporalidade, batizada de pós-modernidade, como a causa da desistência do homem em buscar o “ser imanente” existente em si próprio, e que prefere se acomodar numa visão “religiosa” de vida e que os transformam em “pobres humanos inconscientes”." - Margarita de Cássia Viana Rodriguesé Doutora em Ciências Sociais.

    Preço (incluso transporte e correios) = R$ 39,30

     

    Áporo (book)

    Áporo

    “João Batista do lago, maranhense, pode ser considerado, atualmente, um dos mais completos poetas e cronistas do Brasil, haja vista a consciência plural e significativa de sua intuição cultural, fato que o faz passear entre musgos históricos gregos e o modernismo clariciano, espargindo o pensamento poético alemão, americano ou inglês, sem esquecer das taças saboreantes dos vinhos que enebriaram o cismar dos poetas franceses como BAUDELAIRE (Charles Baudelaire), MALLARMÉ (Stéphane Mallarmé), FRANÇOIS COPÉE (François Édouard Joaquim Copée) e MUSSET (Louis Alfred de Musset) – o poeta do amor. Como eu, o Maranhão e o Brasil também, creio, se orgulham de João Batista do Lago, uma das maiores expressões literárias do mundo moderno. Fato que, realmente não deixa a desejar se comparado a nenhum dos franceses acima citados”. Marconi Caldas Poeta, escritor e advogado São Luís – Maranhão – Brasil 2007

    Preço (incluso transporte e correios) = R$ 45,00

Arquivo para Março, 2007

POLUIÇÃO

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 22, 2007

Por João Batista do Lago

As ventas de Deus
de tanto entupidas
já não respiram vidas…
E de tanta fumaça
já não mais tem graça
do paraíso
que perdeu o sorriso
das flores e das rosas
e que aos poucos
cauteriza o ventre da terra…
………………………………………
Estão entupidas
as ventas de Deus
pelo vírus do consumo humano

Enviado em Categoria Padrão | Nenhum comentário »

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 22, 2007

POLUIÇÃO

Por João Batista do Lago

As ventas de Deus
de tanto entupidas
já não respiram vidas…
E de tanta fumaça
já não mais tem graça
do paraíso
que perdeu o sorriso
das flores e das rosas
e que aos poucos
cauteriza o ventre da terra…
………………………………………
Estão entupidas
as ventas de Deus
pelo vírus do consumo humano

Enviado em Categoria Padrão | 2 Comentários »

PORQUE HOJE É O "DIA DA POESIA"

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 21, 2007

A POESIA É…

João Batista do Lago

A poesia lapida o diamante bruto.
A poesia amolece o coração xucro.
A poesia vê a beleza onde os olhos
enxergam apenas mísera tristeza.
A poesia desvela e revela
a alma do povo em cada nova palavra
como novo alvorecer.
A poesia transforma o ser.
A poesia briga.
A poesia deblatera.
A poesia chora.
A poesia ri.
A poesia ama e odeia e grita.
A poesia anoitece no amanhecer,
como amanhece no anoitecer.
A poesia acontece em qualquer ser.
A poesia é filosofia e
também sociologia.
A poesia é deus e o diabo.
A poesia é Horácio, é Hesíodo.
A poesia é Aristóteles e Platão.
A poesia é Jesus e João,
Herodes e Salomé.
A poesia é feita de Hércules e de Náusicaas.
A poesia é vida e morte.
A poesia é azar e sorte.
A poesia é língua, fala e linguagem.
A poesia é Paidéia.
A poesia é Arete.
A poesia é.

Enviado em Categoria Padrão | Nenhum comentário »

PORQUE HOJE É O "DIA DA POESIA"

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 21, 2007

A POESIA É…

João Batista do Lago

A poesia lapida o diamante bruto.
A poesia amolece o coração xucro.
A poesia vê a beleza onde os olhos
enxergam apenas mísera tristeza.
A poesia desvela e revela
a alma do povo em cada nova palavra
como novo alvorecer.
A poesia transforma o ser.
A poesia briga.
A poesia deblatera.
A poesia chora.
A poesia ri.
A poesia ama e odeia e grita.
A poesia anoitece no amanhecer,
como amanhece no anoitecer.
A poesia acontece em qualquer ser.
A poesia é filosofia e
também sociologia.
A poesia é deus e o diabo.
A poesia é Horácio, é Hesíodo.
A poesia é Aristóteles e Platão.
A poesia é Jesus e João,
Herodes e Salomé.
A poesia é feita de Hércules e de Náusicaas.
A poesia é vida e morte.
A poesia é azar e sorte.
A poesia é língua, fala e linguagem.
A poesia é Paidéia.
A poesia é Arete.
A poesia é.

Enviado em Categoria Padrão | 1 Comentário »

Os Ricos, os Pobres e a Globalização

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 6, 2007

Por João Batista do Lago[1]

Questionar a globalização e suas conseqüências dá-nos a impressão de malhar em ferro frio. Mas será isso mesmo? Devemos nos acomodar e aceitá-la sem quaisquer questionamentos? Devemos admitir, por definitivo, que o Mercado é o nosso “deus”? Devemos introjetar no nosso existir a submissão absoluta às rezas da igreja global? Devemos aceitar a demonização dos que insistem em discordar dos métodos e das metodologias dessa igreja? Essas são questões reflexivas…
Dizem os apologistas da globalização, ainda hoje, que ela é a medida exata para diminuir as distâncias entre pobres e ricos; que cabe aos mercados ditar as regras; que compete aos mercados propor e gerir as diferenças entre ricos, novos ricos, pobres e miseráveis. Será isto uma verdade insofismável? Será isso o que vem ocorrendo? Ou será que as nações pobres estão ficando miseráveis e as nações ricas mais trilhardárias, aprofundando assim ainda mais as diferenças? Essas são questões reflexivas…
Aos meus olhos, a globalização, é um engodo. É a forma mais sutil, porém a mais vil, a mais estúpida e a mais selvagem fonte de dominação de povos e nações pobres e miseráveis por parte das nações ricas. A queda das tais barreiras comerciais não passa de pura desterritorialização dos Estados-Nação que, assim, ficam vulneráveis e unicamente dependentes de um tipo de capital virtual que, num clique pode varrer do mapa nações e povos do terceiro, quarto ou quinto mundos.
Mas assim como para toda e qualquer ação temos uma contra-ação natural e original, assim está ocorrendo com a globalização (e não é de hoje!) que teimava em não mostrar, em segregar, em esconder, em reprimir a miséria e a pobreza existentes no mundo, sob o discurso de que o mercado iria resolver tais questões. Ledo engano. Os formuladores da globalização jamais imaginariam que a miséria e a pobreza, com a queda das tais barreiras comerciais, também se introduziriam como mercadoria ou moeda de exportação.
E agora o que fazer com esse paradigma?
Pois é. Esqueceram-se os ideólogos da globalização que a pobreza e a miséria poderiam constituir-se em causa-efeito desse mesmo paradigma universal: a globalização. Paradoxalmente essa mesmíssima globalização que serve para engordar a “burrinha” dos ricos, não dimensionaria uma vertente: a migração da pobreza e da miséria que se estão espalhando pelos seus quintais, noutras palavras, que se estão globalizando entre as nações ricas.
Em Londres (Inglaterra), por exemplo, jamais se vira, antes do advento da globalização, vendedores de hot-dog em frente ao palácio da rainha-mãe, que chegou inclusive a ficar incomodada (e reclamar) com o odor que exalava do apetitoso “cachorro quente”, bem conhecido entre nós, brasileiros. Esse é apenas um exemplo emblemático e com todas as tintas para a pintura de quadro surracionalista.
Quanta ironia!
[1] João Batista do Lago é poeta, escritor, teatrólogo e jornalista.

Enviado em Categoria Padrão | Nenhum comentário »

Os Ricos, os Pobres e a Globalização

Escrito por joaopoetadobrasil em Março 6, 2007

Por João Batista do Lago[1]

Questionar a globalização e suas conseqüências dá-nos a impressão de malhar em ferro frio. Mas será isso mesmo? Devemos nos acomodar e aceitá-la sem quaisquer questionamentos? Devemos admitir, por definitivo, que o Mercado é o nosso “deus”? Devemos introjetar no nosso existir a submissão absoluta às rezas da igreja global? Devemos aceitar a demonização dos que insistem em discordar dos métodos e das metodologias dessa igreja? Essas são questões reflexivas…
Dizem os apologistas da globalização, ainda hoje, que ela é a medida exata para diminuir as distâncias entre pobres e ricos; que cabe aos mercados ditar as regras; que compete aos mercados propor e gerir as diferenças entre ricos, novos ricos, pobres e miseráveis. Será isto uma verdade insofismável? Será isso o que vem ocorrendo? Ou será que as nações pobres estão ficando miseráveis e as nações ricas mais trilhardárias, aprofundando assim ainda mais as diferenças? Essas são questões reflexivas…
Aos meus olhos, a globalização, é um engodo. É a forma mais sutil, porém a mais vil, a mais estúpida e a mais selvagem fonte de dominação de povos e nações pobres e miseráveis por parte das nações ricas. A queda das tais barreiras comerciais não passa de pura desterritorialização dos Estados-Nação que, assim, ficam vulneráveis e unicamente dependentes de um tipo de capital virtual que, num clique pode varrer do mapa nações e povos do terceiro, quarto ou quinto mundos.
Mas assim como para toda e qualquer ação temos uma contra-ação natural e original, assim está ocorrendo com a globalização (e não é de hoje!) que teimava em não mostrar, em segregar, em esconder, em reprimir a miséria e a pobreza existentes no mundo, sob o discurso de que o mercado iria resolver tais questões. Ledo engano. Os formuladores da globalização jamais imaginariam que a miséria e a pobreza, com a queda das tais barreiras comerciais, também se introduziriam como mercadoria ou moeda de exportação.
E agora o que fazer com esse paradigma?
Pois é. Esqueceram-se os ideólogos da globalização que a pobreza e a miséria poderiam constituir-se em causa-efeito desse mesmo paradigma universal: a globalização. Paradoxalmente essa mesmíssima globalização que serve para engordar a “burrinha” dos ricos, não dimensionaria uma vertente: a migração da pobreza e da miséria que se estão espalhando pelos seus quintais, noutras palavras, que se estão globalizando entre as nações ricas.
Em Londres (Inglaterra), por exemplo, jamais se vira, antes do advento da globalização, vendedores de hot-dog em frente ao palácio da rainha-mãe, que chegou inclusive a ficar incomodada (e reclamar) com o odor que exalava do apetitoso “cachorro quente”, bem conhecido entre nós, brasileiros. Esse é apenas um exemplo emblemático e com todas as tintas para a pintura de quadro surracionalista.
Quanta ironia!
[1] João Batista do Lago é poeta, escritor, teatrólogo e jornalista.

Enviado em Categoria Padrão | Nenhum comentário »