O PALHAÇO ©De João Batista do Lago Salto sobre minhas dores Com um sorriso largo E com a boca escancarada E cheia de dentes cacarecos E vou versejando entre mentes Infantis e de olhares espantados… De repente não mais eu sou o palhaço! Aí, então, soluço minhas… [Leia mais…]
PRIMAVERAS © de João Batista do Lago Há primaveras sem paixão onde o amor é solitário Escondido sob nuvens escondidas sob rochas de cimento Sob um azul cinzento e verticalizado chovendo rosas e flores incolores Sem o ungüento das abelhas sem beijos para distribuir a fração da gera Nestas primaveras surgem do nada o canto… [Leia mais…]
DIVERSIDADE © De João Batista do Lago Sinto no ventre a Dor da miserável Coloridade que reveste as Mentes insanas e que me Danam no inferno da vida Nenhuma democracia colorida Infinda a miserável dor que me vem da Carne inumana com cérebro e Pensamentos evocantes da Miserável penúria destoante Oh! Dor que não me… [Leia mais…]
SICOFANTA © DE João Batista do Lago O sicofanta continua sua saga na Esperança de sagrar-se sujeito. Não sabe o tolo indigente: Não passa de canalha! Sua mente é eterna muralha que Impede a passagem à Paidéia. Pobre e miserável – viajor de suas eternas trevas –, Segue (solitário) sua sina de impostor humano. Vomitando… [Leia mais…]
VERMES © DE João Batista do Lago Sinto o permanente asco da tua presença Que, sem qualquer licença, perturba minha paz. O volume que tua ossatura carrega É castigo gerado pela insensatez da Vermidade, que te faz sentido no Palco dos teus pensamentos dissonantes. Ó vermes que vomitam palavras com Sabores e cores das açucenas… [Leia mais…]
Como uma deusa ebânica desfila tua beleza Luzindo meus olhos agora irisados Encantados de orgias ebrifestantes bramindo O coração apaixonado do poeta – teu escravo
ANTROPÓFAGO © DE João Batista do Lago Quero comer a tua carne Como se hóstia sagrada fora Quero comer o teu sexo Para que nele possa-me plantar Quero sentar no teu colo E mamar todo o teu leite Para misturá-lo ao meu sangue E depurá-lo num gozo fatal Quero comer a tua… [Leia mais…]
TRANSMIGRAÇÃO © DE João Batista do Lago (Dedicado ao escritor português José Saramago) Deixai que a terra mansa e calma se acostume No consumo eterno da carne que me restara Nas noites, nas manhãs e em todas as madrugadas. Minhas mãos não mais apertam a terra Agora, então, e de fato, toda a verdade suportável… [Leia mais…]
OS EUS DE MEU EU © DE João Batista do Lago Tenho apenas um jeito de amar: Arrancar das minhas formas as visões de mundo Fincado a partir duma colina de olhares irisados Donde vejo todas as nascentes correrem em minhas veias Sob uma perspectiva dos instintos e dos instantes Eternizados pelos sentimentos globais Paradigma… [Leia mais…]
DESPERTAÇÃO © DE João Batista do Lago Acordo sob o acorde de águas que brotam da poeira dos tempos Cada pingo no telhado é como o rimbombar de corações Sinto-os vibrarem no meu corpo – e na minha alma! – E consumo-os como louco apaixonado pelas auroras Entre o sonho, o sono e a lassidão… [Leia mais…]
ÔNTICO © DE João Batista do Lago Onde me encontro no teu mundo, Onde o caos que organiza sobras (e), Que desvela a lamparina dos dias, Que revela a ventura de não me ser-te, Que transgride o ardor da ânsia de viver a Eternidade de sempre ser o eterno ser? Não me sei como teu… [Leia mais…]
VEREDAS © de João Batista do Lago Meus caminhos são feitos de veredas! Traço-as, uma a uma, como pegadas de onças: Atalhos que me conduzem às beiradas dos córregos, Onde tento beber a água prima, Para em seguida me enveredar pelas Trilhas que marcam os tempos de todos os homens. Minhas veredas são os meus… [Leia mais…]
CRUCIFIXÃO © DE João Batista do Lago Lavo, pois, minhas mãos, Ieshua Ha-Nozri. Tu és o único culpado. Tua muda palavra Caluda no palco das Crucificações não te liberam do Veredito que me impões tomá-lo. Aceito, pois, tua condenação eterna: Teu algoz não o sou… Teu algoz – o povo que hoje te adora e… [Leia mais…]
A MULHER QUE VIROU ROSA © DE João Batista do Lago Nem sempre a vida fora assim! Nem sempre, para ela. Todas as manhãs de março, sob chuva ou sol escaldante, lá estava ela plantando flores e rosas nos canteiros das avenidas, entre os carros velozes que conduziam as gentes da cidade para seus trabalhos… [Leia mais…]
dezembro 22, 2011
0